Em Porto Alegre, servidores da Procuradoria Regional da República (PRR4), da Procuradoria da República do Rio Grande do Sul e da Procuradoria Regional do Trabalho realizaram passeata do Ministério Público do Trabalho, na rua Ramiro Barcelos, até o diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), na avenida João Pessoa. A caminhada, que seguiu pela Farrapos, Voluntários da Pátria, Siqueira Campos e Borges de Medeiros, congestionou o trânsito. Agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e Brigada Militar (BM) acompanharam a manifestação, iniciada às 14h15min.
O grupo se concentrou em frente ao diretório do PT, bloqueando a avenida João Pessoa, no sentido Centro-Bairro, por cerca de uma hora. O objetivo era entregar um manifesto endereçado à presidente Dilma Rousseff, o que não ocorreu porque não havia ninguém autorizado a receber o documento. Os servidores farão nova tentativa nesta quinta-feira no diretório estadual do PT, localidade na rua Ramiro Barcelos.
Às 17h, os servidores se reúnem em assembleia para deliberar se aderem ou não à proposta de greve nacional por tempo indeterminado. Conforme os servidores, há dois anos a categoria negocia com o Legislativo e o Executivo a recomposição salarial. Os projetos de Lei nºs 6697/2009 e 2199/2011 tramitaram por, respectivamente, dois e um ano até serem travados pelo Executivo.
A desvalorização do poder aquisitivo dos salários nos órgãos, segundo o Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério Público da União (Sinasempu), levou dezenas de servidores concursados a deixar os cargos em busca de melhores oportunidades. A evasão de servidores tornou-se, inclusive, um dos problemas enfrentados no curso do processo de modernização da gestão estratégica do MPF. O reajuste necessário para recompor o valor de compra corresponde a 47,7%, de acordo com a entidade.