Sindicato solicita revisão da tarifa de ônibus de Porto Alegre

Sindicato solicita revisão da tarifa de ônibus de Porto Alegre

Pedido foi protocolado nesta quarta-feira

Sidney de Jesus

Pedido foi protocolado nesta quarta-feira

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O custo da tarifa de ônibus é sempre um assunto que preocupa os empresários do setor e, principalmente, os usuários de transporte coletivo. Na manhã desta quarta-feira, o Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) protocolou, na Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), pedido de revisão tarifária do serviço. Atualmente a passagem da Capital custa R$ 4,55, em razão da aprovação da nova lei de autoria da prefeitura que extinguiu a remuneração pelo custo do gerenciamento da Câmara de Compensação Tarifária (CCT). 

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O documento protocolado pelo Seopa não aponta um valor, somente pede a atualização dos custos, considerando que se passaram dois anos desde o último reajuste. Conforme o Sindicato das Empresas de Ônibus, a solicitação foi feita para que a atualização ocorra no prazo previsto pela Lei Municipal n° 8.023/97, a qual vincula a revisão tarifária à data base da categoria profissional dos rodoviários, 1° de fevereiro.  

O Seopa registra, no pedido de revisão, algumas variações de custos do serviço. Em comparação com 2019, o diesel subiu 5,66% e o preço médio do ônibus 41,35%. No documento, a entidade aponta ainda a queda de mais de 50% em 2020 no número de passageiros. Destaca também que, embora em um contexto difícil, as empresas de ônibus têm feito investimentos em novas tecnologias – como GPS, monitoramento por câmera e recarga expressa – e adotado medidas de prevenção para segurança de passageiros e funcionários neste momento de pandemia. 

Na assembleia dos trabalhadores rodoviários, realizada na terça-feira, 19, pelo Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre (Stetpoa), o Seopa encaminhou proposta que foi aprovada, onde ficou definida a manutenção dos atuais valores salariais e de vale-refeição. Em contrapartida foram preservados e assegurados todos os benefícios das demais cláusulas, como o vale-refeição nas férias e quinquênio, mantendo ainda o mesmo valor do plano de saúde. 

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) informou que, após receber a comunicação formal do dissídio, iniciará o processo de cálculo da tarifa. Depois de concluído será possível convocar uma reunião com o Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu) para análise do custo da passagem. A EPTC também vai analisar o conteúdo do pedido de revisão tarifária feito pelo Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre e apresentar as respostas aos questionamentos com dados utilizados para o cálculo. 


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