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Sobrevivente da Kiss recebe alta e viaja para Santa Maria

Renata Ravanello, de 25 anos, teve parte do corpo queimado na tragédia da boate

A advogada Renata Pase Ravanello, 25 anos, sobrevivente do incêndio na boate Kiss, recebeu alta nesta quarta-feira, do Hospital de Clínicas, em Porto Alegre. Agora só resta apenas uma paciente internada em Porto Alegre depois da tragédia. Ritchieli Pedroso Lucas, 19, se recupera no Hospital Mãe de Deus.

No início da tarde, um carro da prefeitura de Júlio de Castilhos, onde a advogada e pós-graduanda de Direito trabalha, foi enviado para buscá-la e levá-la a Santa Maria, cidade onde deve continuar o tratamento antes de voltar às atividades normais. A jovem é concursada da prefeitura e atuava na controladoria interna do município.

“O carro foi adaptado a todas as especificações de saúde que ela necessita. A Renata está fazendo muita falta. Ela é uma menina querida na cidade, competente e estudiosa”, declarou a prefeita Vera Maria Schornes Dalcin.

Prefeita e funcionária se falam com frequência pelo telefone. Segundo a chefe do Executivo municipal, Renata está muito bem psicologicamente e cheia de vontade de retomar sua rotina. “Ela está feliz e com muitas expectativas”, relatou.

Renata teve parte do corpo queimado e precisou passar por cirurgias e transplante de pele. Ela deve ficar afastada por mais algum tempo, que a prefeita estima em cerca de 60 dias.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que ficava na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. Dos jovens que participavam de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 242 morreram em decorrência do fogo.

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

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