Pietroski adiantou, porém, que o impasse está sobre a forma de cálculo da tarifa: se pela frota total ou pela frota operante. O TCE, segundo Pietroski, defende que seja pela frota operante. “A decisão do TCE pode sair ainda esta semana”, disse.
Cappellari pensa diferente. Segundo ele, com base em legislação municipal o cálculo tem que ser feito com base na frota total. “Calcular pela frota operante, é, fazer o cálculo tendo como base a hora em que o maior número de ônibus está em circulação, induzindo a um erro”, explicou. Segundo ele, existem linhas que gastam quase duas horas para realizar o percurso de ida ou volta.
Enquanto o TCE não se manifesta o Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) já protocolou junto à EPTC o pedido de reajuste da tarifa de ônibus. Na proposta, a passagem passaria dos atuais R$ 2,85 para R$ 3,30 significando um acréscimo de 14,82%, se comparado aos cálculos da tarifa de 2012, de R$ 2,88. Segundo o Seopa, o principal motivo para o reajuste da tarifa está na expressiva queda de 4,62% no Índice de Pasageiro Pagante por Quilômetro Rodado (IPK), em função da grande quantidade de isenções que se somou aos usuários da integração entre dois ônibus e também com o trem, dispensados de pagar a segunda passagem.
Os outros itens que levaram o Seopa a solicitar o reajuste são o aumento de 15,03% no óleo diesel, 19,99% no custo do veículo - chassi e carroceria -, elevação de 7,5% nos salários e de 6,67% no vale-refeição dos operadores do sistema. O Seopa ressalta ainda que o pedido de reajuste, considera a desoneração tarifária determinada por lei, que reduziu as contribuições sociais incidentes sobre a folha de pagamento de 62,87% para 42,87%, porém com o aumento de impostos e taxas de 2%.
Nesta segunda-feira, o presidente da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), Ênio Roberto dos Reis disse que o pedido de aumento se justifica principalmente pela gratuidade da passagem para uma parcela da população. "Em Porto Alegre, a cada ano que passa, aumenta o número de pessoas que não paga passagem. Esse é o grande vilão do aumento inflacionário do preço da tarifa”, argumentou. Segundo a ATP, quase 33% dos usuários de ônibus na Capital não pagam passagem.