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Testemunhas não comparecem a fórum de Santa Maria

Depoimentos sobre incêndio na boate Kiss serão retomados à tarde

Os dois depoimentos do processo criminal que investiga o incêndio na boate Kiss de Santa Maria, previstos para a manhã desta terça-feira, não ocorreram. O ex-segurança da casa noturna, Roberto Cardoso Tavares, foi dispensado pela defesa do réu Mauro Hoffmann. Já um dos sobreviventes, Douglas Vinícius Vale Lenz, apresentou um atestado de que não possuía condições psicológicas para depor devido ao abalo emocional. 

Quatro pessoas devem ser ouvidas à tarde. O primeiro depoimento, a partir das 13h30min, será de Felipe Feni. Ainda ocorrerão oitivas nesta quarta, quinta e sexta. No total devem ser ouvidos 52 sobreviventes. Algumas vítimas serão ouvidas, neste mês, por cartas precatórias nos municípios de Horizontina, Passo Fundo, Quaraí, Rosário do Sul e Uruguaiana.

Os quatro réus no processo criminal são dois proprietários da casa noturna, Elissando Spohr e Mauro Hoffmann, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Bonilha Leão e Marcelo Jesus dos Santos. Eles respondem por tentativa de homicídio e homicídio qualificado em decorrência das 242 mortes e centenas de feridos no incêndio da boate Kiss.

A tragédia


O incêndio na boate Kiss – que ficava na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. Dos jovens que participavam de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 242 morreram em decorrência do fogo.

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

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