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TJ condena empresário que vendeu próteses ilegais em hospitais do RS

Material comercializado por cinco anos teria provocado lesões aos usuários pela má qualidade

A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul manteve, nesta quinta-feira, a sentença que condenou o proprietário das empresas Equimed Indústria de Equipamentos Médicos Ltda. e Titanium Comércio de Implantes Ortopédicos Ltda. por vender, em hospitais, produtos inadequados e de procedência ignorada. Segundo a denúncia do Ministério Público, entre 1999 e 2004, o réu vendeu próteses, órteses e outros materiais com fins médicos e terapêuticos que, por não seguirem as normas da ABNT, provocaram problemas de saúde nos pacientes em que foram implantados.

Em parte dos casos, as próteses se romperam e exigiram mais de uma cirurgia para corrigir o problema. O réu foi condenado em 1º grau, na Comarca de Porto Alegre, e recorreu da decisão. No TJ, o relator do caso, desembargador Aristides Pedroso de Albuquerque Neto, manteve a condenação baseado em laudos periciais e em notas fiscais que comprovaram a falta de procedência do material. 

Por maioria, a pena de três anos de prisão foi substituída por prestação de serviços comunitários, pelo mesmo prazo, a ser cumprida dentro de um hospital. Além disso, o empresário terá de pagar 50 salários mínimos (cerca de R$ 35 mil) a uma entidade assistencial.


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