Geral

TJ-SP solicita escolta à juíza alvo de bomba em Rio Claro

Polícia Civil investiga autoria do atentado

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) requisitou escolta policial para a juíza de Rio Claro, no interior do Estado, alvo de uma bomba que explodiu por volta das 13h30min dessa quinta-feira no fórum da cidade. Dois funcionários ficaram feridos ao manusear o pacote endereçado à juíza da 3ª Vara Cível, Cynthia Andraus Carretta.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, uma funcionária do fórum encontrou um embrulho em uma mesa que estava no corredor onde fica a sala em que ela trabalha e estranhou o pacote, que estava endereçado à juíza. Ela perguntou a um guarda civil metropolitano, que estava na recepção, quem teria deixou o embrulho ali, mas ele não soube responder. Depois, o embrulho foi entregue a outros dois guardas que, ao abrirem o pacote, acionaram o explosivo. Os dois ficaram feridos e foram encaminhados ao Pronto-Socorro da Santa Casa da cidade.

A bomba caseira estava em um pacote com desenhos natalinos e era feita com pregos, parafusos e rolemãs. Na caixa, havia ainda um Papai Noel, que foi usado para acionar o explosivo. Além de Cynthia, outras duas magistradas também terão escolta policial. Os nomes não foram divulgados por questão de segurança. A Polícia Civil de Rio Claro investiga quem poderia ter enviado a bomba.

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, divulgou nesta sexta uma nota de apoio e solidariedade à juíza. Ele cobrou das autoridades a imediata apuração dos autores do atentado e a punição dos culpados. "Não é admissível que um juiz ou juíza, no exercício de suas funções, sejam intimidados e levados a trabalhar sob medidas excepcionais de proteção", disse ele.

"A Ordem dos Advogados do Brasil se solidariza com a juíza diretora do Fórum de Rio Claro, São Paulo, Cyntia Andraus Carreta, e com os funcionários feridos no atentado terrorista perpetrado nesta quinta-feira contra a Justiça brasileira, cuja autoria precisa ser apurada com toda urgência", diz a nota.

Ele citou ainda o assassinato da juíza de Niterói (RJ) Patricia Acioli, em agosto de 2010, e disse que ataques como esses demonstram que a escalada de ousadia de bandidos e organizações criminosas constitui uma ameaça real ao Judiciário.

Para o presidente da OAB, a lei é "a garantia da cidadania e sem ela prevalece o poder do mais forte, do medo, da força e do terror, como o que assistimos agora". “Expressando o sentimento da sociedade brasileira, a OAB se põe ao lado da magistratura para cerrar fileiras em defesa de uma Justiça forte, independente e garantidora do Estado Democrático de Direito", finaliza Ophir.


Bookmark and Share