Trabalhadores da Justiça Federal (JF), em greve há um mês no RS, promoveram ato público em frente à sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na Capital, durante a tarde desta terça-feira. No mesmo horário, em Brasília, cerca de 3 mil manifestantes protestavam em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), para pressionar pela a aprovação e implementação do projeto de lei que revisa os salários da categoria.
A terça-feira foi chamada de “Dia do Apagão no Judiciário” onde, em todo o País, os trabalhadores das justiças do Trabalho, Federal, Eleitoral e Militar paralisaram as atividades. Em frente à sede do TRE, dezenas de servidores reivindicaram a aprovação do PL 6.613/09.
Em Brasília, a pressão dos trabalhadores resultou no encontro entre representantes da categoria e o diretor-geral do STF, Alcides Diniz, designado pela presidência da Casa para conduzir as negociações. Após ouvir a reivindicação dos servidores da JF, Diniz tem marcada para esta quarta, às 18h, reunião com o secretário executivo do Ministério do Planejamento, João Bernardo. Desde o início da greve, esse será o primeiro encontro oficial dos dois para tratar do assunto.
“A reunião não será definitiva. Por enquanto, o governo está só no campo das propostas. Por isso, é importante que os trabalhadores mantenham a greve”, afirma a diretora do Sintrajufe/RS, Cristina Lemos. A paralisação, em âmbito nacional, fez com que a União recorresse à Justiça para garantir alguns serviços. Nesta terça, o Superior Tribunal de Justiça determinou que, pelo menos 60% dos trabalhadores da justiça trabalhista se mantenham em serviço, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. Já na Justiça Eleitoral, o STJ entendeu na semana passada ser necessário que 80% dos servidores permaneçam trabalhando, por se tratar de ano eleitoral.
Trabalhadores da Justiça Federal protestam em frente ao TRE
Manifestações em todo País maracaram “Dia do Apagão no Judiciário”