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Trabalhadores mortos em incêndio na boate Kiss são homenageados

Evento ocorre em frente ao prédio da casa noturna, em Santa Maria

O grupo de trabalhadores que morreu na tragédia da boate Kiss, ocorrida no dia 27 de janeiro em Santa Maria, será homenageado em um evento marcado para às 11h na cidade da região Central do Estado. O ato será em frente ao prédio onde funcionava a casa noturna, na Rua dos Andradas.

A iniciativa é do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio Hoteleiro, Restaurantes, Bares e Similares, Refeições e Hospitalidade de Santa Maria (SECOHTUR) e a Nova Central Sindical dos Trabalhadores do RS ( NCSTRS). Sete pessoas que estavam no interior do estabelecimento e que morreram tinham carteira assinada, sendo que cerca de outras 20 que trabalhavam no local e vítimas da tragédia não tinham sua situação regularizada na área trabalhista.

Os familiares estarão participando da homenagem. Uma nota oficial está sendo divulgada pelo SECOHTUR para que os sobreviventes do sinistro compareçam na sede da entidade,  localizada na Rua Daut em Santa Maria, para retirarem os alvarás de FGTS e seguro-desemprego, expedidos pela Justiça do Trabalho. Ao todo, são 11 pessoas nessa situação.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que ficava na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. Dos jovens que participavam de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 242 morreram em decorrência do fogo.

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

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