O prefeito Nelson Marchezan afirmou nessa terça-feira, durante coletiva de imprensa, que a partir da próxima segunda a população contará com os serviços de transporte público normalizados. Mesmo com as dificuldades enfrentadas pelos cidadãos para abastecer veículos, o chefe do Executivo descartou a possibilidade de estender o feriado até sexta-feira.
Confiante em uma solução para o desabastecimento de combustível no país, Marchezan garantiu que a Capital deve voltar à normalidade na próxima semana. "A expectativa é de que transporte público esteja 100% normalizado, com as pessoas 100% atendidas", garantiu. O chefe do executivo municipal destacou que o horário do transporte público será mantido normal em horário de pico até hoje.
De acordo com a prefeitura, o serviço terá "percentual de atingimento de capacidade de 80% nos outros horários que não sejam de pico". "De quinta-feira a domingo, vai ter a cobertura normal para uma quinta de feriado, para uma sexta, véspera de final de semana, depois de um feriado, para o sábado e domigo", observou o prefeito.
Marchezan garantiu ainda que as aulas das escolas municipais de ensinos infantil e fundamental ocorrerão normalmente na sexta-feira. "É uma forma de manter os pais trabalhando. E algumas vezes as famílias trabalham em áreas essenciais, como a saúde". O prefeito explicou que, na área da saúde, uma estrutura foi montada para manter os suprimentos e as necessidades de insumos de todos os hospitais, públicos e privados em Porto Alegre.
Procon na fiscalização
Conforme a prefeitura, o Procon vai fiscalizar algumas áreas específicas, como a venda de gás e gasolina e supermercados. "Porto Alegre não teve aumento na cesta básica nesses dias de defasagem de suprimentos. O gás, uma vez ou outra, apresentou denúncia sobre aumento abusivo", pontou. Nesta quarta-feira, a Secretaria de Segurança deve apresentar um planejamento para a retomada do abastecimento na cidade.
A ideia é realizar um mapeamento das distribuidoras de gás e publicar os seus endereços. O objetivo é permitir que os consumidores possam ir ao local e coletar um botijão de gás, por exemplo, como escolas e creches. "A maioria delas têm gás, mas não têm a estrutura, como combustível, moto, veículo, para levar o gás até as residências", afirmou. Se houver necessidade emergencial, as entidades serão abastecidas de gás pela própria prefeitura.
Sobre os postos de combustíveis, a prefeitura está montando uma estrutura de informações para pedir ajuda para a Brigada Militar para eventuais escoltas. "Nesta terça-feira, 94 postos de gasolina estavam comercializando combustível na cidade até as 18h", destacou.
Transporte público será normalizado na segunda, diz Marchezan
Prefeito de Porto Alegre garantiu realização das aulas nas escolas de ensinos infantil e fundamental