A direção da Trensurb também manifestou sua perplexidade com a decisão da categoria de seguir com o movimento. A empresa alegou que a proposta apresentada na terça foi construída em conjunto com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do Estado do Rio Grande do Sul (Sindimetrô-RS), com mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Conforme acordo, a operação dos trens está garantida nos horários considerados de pico: das 5h30min às 8h30min e das 17h30min às 20h30min.
Em assembleia realizada na manhã desta quarta, os funcionários da Trensurb decidiram manter a greve por tempo indeterminado. Os funcionários planejam protesto na inauguração da BR 448, a Rodovia do Parque, que contará a participação da presidente Dilma Rousseff. O evento, com local ainda indeterminado – poderá acontecer em Canoas ou na Capital – na sexta-feira.
O motivo da paralisação foi o reajuste do Plano de Saúde dos funcionários da Trensurb, fixado em 45%. Nos últimos cinco anos, o aumento foi de 156%. Os trabalhadores consideram o percentual abusivo. O presidente do Sindimetrô-RS, Luis Henrique Chagas, afirmou que a empresa não tem sido flexível. Disse também que, há dois anos, o sindicato pressiona a Trensurb para que negocie o valor do aumento do plano de saúde.