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Trensurb opera apenas em horários restritos pelo terceiro dia seguido

Greve dos metroviários compromete circulação de trens na região Metropolitana<br />

Iniciada na sexta-feira, a greve dos metroviários compromete a circulação de trens em Porto Alegre e na região Metropolitana. A categoria cumpre acordo firmado com a Trensurb no Ministério Público do Trabalho (MPT) para operação durante os horários considerados de pico. Assim, as composições seguem circulando apenas entre 5h30min e 8h30min e 17h30min e 20h30min.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do Estado do Rio Grande do Sul (Sindimetrô), Luis Henrique Chagas, ressaltou que a paralisação vai prosseguir até que haja acordo com a direção da empresa.

O estopim da greve foi o reajuste no plano de saúde, ocorrido em novembro. Conforme Chagas, o valor da mensalidade subiu cerca de 45%. Dessa forma, um trabalhador que receba R$ 1,3 mil, salário inicial da categoria, precisa pagar 10% disso por pessoa para ter direito o benefício.

O presidente sindical fala que quem recebe menos é prejudicado, já que a mensalidade é a mesma, independente do salário. Com isso, muitos funcionários estão tendo que abrir mão do plano. A reivindicação é para abono de 80% do valor, o que já foi descartado pela direção da Trensurb. Outra possibilidade é um desconto escalonado, conforme a renda dos trabalhadores.

Nos dois primeiros dias da greve, houve transtornos aos usuários do Trensurb. Muitas pessoas se aglomeraram para tentar embarcar nos trens ou nos ônibus disponibilizados pela Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) para atender a demanda. Neste final de semana, são 140 veículos extras destinados a esse fim. Os coletivos com destino aos municípios da região Metropolitana estão à disposição dos usuários no Camelódromo, na Praça Rui Barboa, nas paradas de ônibus próximo ao Viaduto da Conceição e na Rodoviária da Capital.

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