Foi aceito o segundo pedido da prefeitura, para que o Tribunal determinasse aos rodoviários a manutenção de 70% da frota nos horários de pico (das 5h30 às 9h e das 16h30 às 20h), e de 50% nos demais horários, também com previsão de multa. No caso de descumprimento, o Sindicato dos Rodoviários terá de pagar R$ 50 mil por dia.
O presidente do sindicato, Julio Gamaliel, afirmou que os rodoviários ainda não definiram se vão acatar a decisão jurídica. "Determinar é uma coisa, vamos ver o que a categoria quer fazer", salientou. A retomada, se ocorrer, será apenas depois de reunião marcada para as 17h no TRT. Estarão presentes representantes dos rodoviários, sindicato patronal, além de prefeitura e EPTC.
O prefeito, José Fortunati, levantou a hipótese de que a greve tenha sido combinada entre rodoviários e empresas para buscar o reajuste na tarifa de ônibus na Capital, que atualmente é de R$ 2,80. “Tenho na minha bagagem inúmeras greves e não vi nenhuma tão estranha quanto essa. Hoje, na frente das garagens, só há piquetes na Carris, não tem ninguém nas outras empresas. Os trabalhadores normalmente vão para frente das garagens e o que estamos vendo é uma lua de mel. Isso é muito estranho”, completou.