Familiares das vítimas da tragédia da boate Kiss se reúnem em ato para lembrar os dois anos de uma das piores tragédias do Brasil, com a morte de 242 pessoas no incêndio. Após se encontrarem na Praça Saldanha Marinho, no Centro de Santa Maria, pais e amigos caminharam para o prédio que abrigava a casa noturna.
Na fachada do edifício, alunos da UFSM fizeram um grafite em protesto à demora no julgamento dos réus, assim como crítica ao prefeito Cezar Schirmer e à justiça. Já uma encenação foi cancelada por conta do mau tempo.
A aposentada Fábia Vilanova Torres, que perdeu a filha Flávia, de 22 anos, disse que ainda não consegue passar na rua dos Andradas. Mas agradece o esforço dos pais que vão passar a noite em vigília. Ela pede justiça e lamenta que ninguém foi preso ainda. “Somente quem perde um filho entende. Espero que, assim como a justiça dos homens, a divina aconteça. Não consigo aceitar a forma estúpida como tudo aconteceu”, fala a fundadora da ONG Para Sempre Cinderela.
Vigília em tom de protesto marca dois anos da tragédia da Kiss
Grupo da UFSM grafitou imagens de protesto pela demora no julgamento de responsáveis