O Centro de Hospitalidade, montado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), começou a funcionar em 28 de janeiro, um dia depois da tragédia. Naquele momento, mais de 100 pacientes estavam em atendimento nos hospitais da Capital. A estrutura funcionou no prédio da Fundação São João (rua Lima e Silva, 925, bairro Cidade Baixa), pertencente à Ordem Maçônica Grande Oriente do Rio Grande do Sul. O prefeito José Fortunati aproveitou a oportunidade para agradecer e reconhecer o trabalho e a rapidez com que a estrutura foi montada em função da tragédia.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Carlos Casartelli, o serviço foi de grande importância para dar o suporte às famílias, já que alguns pacientes ainda estão internados. Atualmente, na Capital, há 15 vítimas em atendimento, sendo que duas com ventilação mecânica (considerados os casos mais graves) e as demais já recebendo atendimento no quarto. “O volume de necessidade dos familiares reduziu ao longo desse período, mas mesmo assim ainda existe necessidade desses serviços”, explicou o secretário.
Ao todo, cerca de 80 pessoas receberam atendimentos por meio do Centro de Hospitalidade, como acomodação, transporte e alimentação. O suporte foi dado por 65 técnicos voluntários das áreas de psicologia e assistência social. Um exemplo foi o da psicóloga Letícia Leite que auxiliou de maneira voluntária no serviço do Centro. Entre os voluntários, cinco psicólogos se dirigiram a Santa Maria no dia em que ocorreu a tragédia. No momento, 20 técnicos continuam atuando como colaboradores espontâneos.