O mundo observa o conflito no Oriente Médio em estado de alerta nesta terça-feira, enquanto expira o prazo imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. Em uma declaração, Trump utilizou suas redes sociais para alertar que, caso um acordo não seja selado até as 21h (horário de Brasília), o Irã enfrentará uma destruição sem precedentes.
"Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser recuperada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá", afirmou o presidente em sua conta na Truth Social.
Abaixo, entenda os pontos críticos que levaram à escalada do conflito.
O bloqueio do Estreito de Ormuz
O gatilho imediato para a crise atual é o fechamento do Estreito de Ormuz pelas forças iranianas. O estreito é a artéria mais vital do comércio mundial de petróleo, e seu bloqueio causou uma crise energética global. A administração Trump classificou a ação como "terrorismo econômico" e exige a reabertura imediata e incondicional.
A escalada militar e ataques à Ilha de Kharg
A retórica de hoje segue uma série de ações militares reais. Na madrugada desta terça-feira, as forças dos EUA realizaram ataques aéreos contra a Ilha de Kharg, o principal terminal de exportação de petróleo bruto do Irã. Embora fontes oficiais indiquem que a infraestrutura de óleo não foi o alvo principal, os ataques destruíram pistas de pouso e bunkers militares, sinalizando que a paciência de Washington se esgotou.
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Mudança de regime e “pobreza diplomática”
O presidente americano sustenta que o Irã já passou por uma "mudança de regime completa e total" internamente, alegando que "mentes menos radicalizadas" estão agora no comando, apesar de autoridades ocidentais e regionais contestarem a extensão dessa mudança. Trump usa essa narrativa para pressionar por um acordo "revolucionário" de última hora, enquanto o governo iraniano mantém que não se renderá a ameaças de aniquilação.
O que esperar nas próximas horas
O prazo final de 21h é visto como o divisor de águas. O vice-presidente, JD Vance, reforçou a posição da Casa Branca, declarando em Budapeste que os EUA possuem ferramentas no "arsenal" que ainda não foram utilizadas, mas que o presidente não hesitará em empregar.
Enquanto as negociações de bastidores ocorrem no Paquistão, o mundo aguarda para ver se a diplomacia de última hora prevalecerá ou se a ameaça de "morte de uma civilização" se tornará uma realidade catastrófica.
*Com agências internacionais