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Alerta de Trump e ataque à Ilha de Kharg: entenda a escalada no Oriente Médio

Presidente dos EUA afirmou que uma “civilização inteira morrerá” se acordo não for firmado

Trump faz nova ameaça sobre guerra no Irã
Trump faz nova ameaça sobre guerra no Irã Foto : Brendan Smialowski / AFP / CP

O mundo observa o conflito no Oriente Médio em estado de alerta nesta terça-feira, enquanto expira o prazo imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. Em uma declaração, Trump utilizou suas redes sociais para alertar que, caso um acordo não seja selado até as 21h (horário de Brasília), o Irã enfrentará uma destruição sem precedentes.

"Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser recuperada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá", afirmou o presidente em sua conta na Truth Social.

Abaixo, entenda os pontos críticos que levaram à escalada do conflito.

O bloqueio do Estreito de Ormuz

O gatilho imediato para a crise atual é o fechamento do Estreito de Ormuz pelas forças iranianas. O estreito é a artéria mais vital do comércio mundial de petróleo, e seu bloqueio causou uma crise energética global. A administração Trump classificou a ação como "terrorismo econômico" e exige a reabertura imediata e incondicional.

A escalada militar e ataques à Ilha de Kharg

A retórica de hoje segue uma série de ações militares reais. Na madrugada desta terça-feira, as forças dos EUA realizaram ataques aéreos contra a Ilha de Kharg, o principal terminal de exportação de petróleo bruto do Irã. Embora fontes oficiais indiquem que a infraestrutura de óleo não foi o alvo principal, os ataques destruíram pistas de pouso e bunkers militares, sinalizando que a paciência de Washington se esgotou.

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Mudança de regime e “pobreza diplomática”

O presidente americano sustenta que o Irã já passou por uma "mudança de regime completa e total" internamente, alegando que "mentes menos radicalizadas" estão agora no comando, apesar de autoridades ocidentais e regionais contestarem a extensão dessa mudança. Trump usa essa narrativa para pressionar por um acordo "revolucionário" de última hora, enquanto o governo iraniano mantém que não se renderá a ameaças de aniquilação.

O que esperar nas próximas horas

O prazo final de 21h é visto como o divisor de águas. O vice-presidente, JD Vance, reforçou a posição da Casa Branca, declarando em Budapeste que os EUA possuem ferramentas no "arsenal" que ainda não foram utilizadas, mas que o presidente não hesitará em empregar.

Enquanto as negociações de bastidores ocorrem no Paquistão, o mundo aguarda para ver se a diplomacia de última hora prevalecerá ou se a ameaça de "morte de uma civilização" se tornará uma realidade catastrófica.

*Com agências internacionais