Os ataques com mísseis e drones dos rebeldes houthis no Iêmen, nesta quinta-feira, 6,, deixaram ao menos 38 soldados mortos e 29 feridos, informaram à AFP duas fontes médicas. Este é um dos balanços mais violentos desde o início do conflito.
Uma fonte militar declarou que um acampamento militar na área de Al-Ruwaik, na província de Marib (centro do Iêmen), foi atacado. Acampamentos nas áreas de Al-Abr e Al-Wadiah, em Hadramaut, perto da fronteira com a Arábia Saudita, também foram alvo. Um dos ataques com mísseis atingiu as tropas durante o treinamento da manhã no acampamento de Marib, "matando e ferindo ao menos 45 efetivos", segundo outra fonte militar que pediu anonimato por motivos de segurança. Os houthis reivindicaram os ataques.
Iêmen e o conflito regional
O Iêmen, em guerra há mais de uma década, tornou-se no mês passado a frente de batalha mais recente do conflito entre Estados Unidos e Irã. Isso ocorreu depois que os rebeldes houthis, apoiados por Teerã, romperam o cessar-fogo de 2022 com o governo iemenita, respaldado pela Arábia Saudita.
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Ações dos rebeldes
Os rebeldes receberam um avião iraniano diretamente na capital, Sanaa, o que desencadeou ataques de represália. Em seguida, anunciaram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita e começaram a atacar seus petroleiros.
Contexto da guerra civil
Os houthis estão em guerra com o governo desde 2014, um conflito que já provocou centenas de milhares de mortes e uma grave crise humanitária no Iêmen. Os rebeldes controlam a capital iemenita, Sanaa, e grande parte do norte do país, enquanto o governo internacionalmente reconhecido mantém o controle sobre grande parte do sul.