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“Atentado contra a soberania de qualquer país afeta toda a comunidade internacional”, afirma representante brasileiro na ONU

Diplomata defendeu que o futuro da Venezuela seja construído “pelo povo venezuelano, através do diálogo e sem interferências externas”

Sérgio Danese recordou que intervenções armadas do passado produziram "consequências profundamente negativas e duradouras"
Sérgio Danese recordou que intervenções armadas do passado produziram "consequências profundamente negativas e duradouras" Foto : UN Photo/Evan Schneider / CP

O Brasil rechaça “de forma categórica e com a maior firmeza” a intervenção armada em território venezuelano. O representante brasileiro na ONU denunciou a “flagrante violação da carta das nações unidas e do direito internacional” da prisão e captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, durante reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas nesta segunda-feira.

“O bombardeio em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Os atos constituem uma gravíssima afronta à soberania da Venezuela e abrem um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou o diplomata Sérgio Danese.

Ele afirmou que o “atentado contra a soberania de qualquer país, independentemente da orientação de seu governo, afeta toda a comunidade internacional” e que a aceitação a ações desta natureza “conduziria a um cenário marcado pela violência, pela desordem e a erosão do multilateralismo”.

Danese reforçou a importância de se preservar a América do Sul como uma zona de paz, livre de conflitos e de armados e seguindo o princípio da não-intervenção. “Intervenções armadas do passado produziram consequências profundamente negativas e duradouras. Ao contrário da liberdade e da democracia, essas intervenções produziram regimes autoritários e graves violações dos direitos humanos, deixando milagres de mortos, presos políticos torturas e pessoas desaparecidas”, afirmou.

Por fim, o representante brasileiro cobrou que o Conselho reaja “com determinação e obediência ao direito internacional a fim evitar que a lei da força prevaleça sobre a força da lei”.

“O Brasil confia que o futuro da Venezuela se construa pelo povo venezuelano, através do diálogo e sem interferências externas”, concluiu.

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