O extremista de direita de 33 anos afirmou ainda que gostaria de pedir "desculpas aos militantes nacionalistas por não ter executado mais pessoas". Seu microfone foi cortado antes que ele conseguisse pronunciar a frase inteira, por uma razão desconhecida, quando Breivik foi interrompido pela juíza Wenche Elizabeth Arntzen.
Breivik foi considerado capaz de responder pelas próprias ações, ou seja, sem problemas psiquiátricos, como, inicialmente foi sugerido. Pelas leis norueguesas, a pena pode ser ampliada de forma indefinida, quando a pessoa que está presa é considerada de alta periculosidade.
Em 22 de julho de 2011, o homem disparou e matou oito pessoas em um atentado a bomba contra a sede do governo em Oslo e, depois, assassinou outras 69, em sua maioria adolescentes, em um ataque a uma colônia de férias da Juventude Trabalhista na ilha de Utoeya. O Ministério Público, que havia pedido a internação psiquiátrica, indicou que não vai recorrer da decisão. "O Ministério Público não vai apelar", declarou o procurador Svein Holden, ao ler, durante uma entrevista coletiva à imprensa, um comunicado do procurador do rei, a mais alta instância de acusação na Noruega.