O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou nesta segunda-feira em Genebra que decidiu enviar um emissário especial a Havana para "consultas", depois que a Colômbia rejeitou em um referendo o acordo entre o governo e a guerrilha das Farc.
"Esperávamos um resultado diferente, mas estou encorajado pelo compromisso expressado pelo presidente Juan Manuel Santos e pelo comandante Rodrigo Londoño (Timochenko). Para apoiá-los, enviei urgentemente meu representante especial Jean Arnault a Havana para continuar suas consultas", anunciou em uma coletiva de imprensa em Genebra.
Contra todos os prognósticos, a Colômbia optou pelo "Não", rejeitando o pacto de paz que buscava pôr fim a 52 anos de um sangrento conflito com a guerrilha Farc - de acordo com número oficial divulgado após a apuração de 99,74% dos votos. Com 50,23%, o "Não" liderava a disputa contra o "Sim" (49,76%), pouco mais de uma hora depois do término dessa histórica votação. O nível de participação chegou a 37,28%.
Depois de reconhecer a derrota, o presidente Juan Manuel Santos garantiu que continuará buscando superar mais de meio século de guerra com a guerrilha marxista. "Não me renderei e continuarei buscando a paz até o último dia do meu mandato, porque esse é o caminho para deixar um país melhor para os nossos filhos", declarou Santos, em pronunciamento transmitido em rede nacional da sede presidencial, a Casa de Nariño, cercado por sua equipe negociadora nos diálogos de Havana.
Ban Ki-moon envia emissário a Havana após "não" em referendo na Colômbia
No referendo, 50,23% dos colombianos rejeitaram pacto de paz com Farc