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Brasil e outros 10 países reiteram apoio a Guaidó

Grupo considera governo Maduro ilegítimo mas defende novas eleições sem interferência externa

Documento não foi assinado por representantes dos Estados Unidos
Documento não foi assinado por representantes dos Estados Unidos Foto : Matias Delacroix / AFP / CP Memória

Em comunicado, o Brasil e mais 10 países que integram o Grupo de Lima se solidarizaram com os venezuelanos afetados pelo apagão que atinge o país desde o dia 7. No documento, os governos dos 11 países reiteram apoio a Juan Guaidó, autodeclarado presidente da Venezuela, em defesa de novas eleições, sem interferência externa e da atuação da Assembleia Nacional.

No texto, o Grupo de Lima diz que a responsabilidade pelo colapso do sistema elétrico venezuelano é do "regime ilegítimo de (Nicolás) Maduro". "Ratificamos nosso compromisso com o povo venezuelano em sua busca por uma solução para a crise que afeta seu país", diz o comunicado divulgado na noite de domingo.

O documento informa que somente um governo legítimo, surgido de eleições livres e democráticas, poderá realizar a reconstrução das instituições, da infraestrutura e da economia do país, de que os venezuelanos necessitam para recuperar sua dignidade, o exercício das liberdades civis e o respeito de seus direitos humanos, após anos de negligência e negação."

O comunicado é assinado pelos governos da Argentina, do Brasil, Canadá, da Colômbia, Costa Rica, do Chile, da Guatemala, de Honduras, do Panamá, Paraguai e Peru. No documento, o Grupo de Lima alerta sobre as mortes de pacientes em hospitais e clínicas em decorrência da falta de abastecimento elétrico. "Esta situação não faz senão confirmar a existência e a magnitude da crise humanitária que o regime de Maduro se nega a reconhecer", acrescenta o texto.