Após viajar de férias ao Brasil em 2006, com Antoine, Laetitia e Nicolas, ela se recusou a voltar para a França, segundo a acusação. O tribunal não emitiu mandado de prisão, ao contrário das exigências do promotor. O julgamento, o qual a acusada pode se opor porque não foi citada regularmente, é uma etapa na longa batalha judicial de Alain Gerber, empresário francês de 44 anos.
A justiça francesa autorizou o divórcio do casal e concedeu a custódia das crianças a Gerber. No entanto, a justiça brasileira a concedeu à mãe, que vive com os filhos na casa de seus pais em Fortaleza. De acordo com Gerber, sua ex-esposa disse de forma enganosa que ele havia abandonado a família depois de se mudar para o Brasil.
Para Véronique Chauveau, advogada de Gerber, os juízes brasileiros violaram a Convenção de Haia sobre a proteção das crianças e a cooperação em matéria de adoção internacional. Gerber viu seus filhos apenas por algumas horas, no Brasil, em fevereiro de 2009.