O Canadá "apoia firmemente" a Groenlândia e a Dinamarca, afirmou o primeiro-ministro, Mark Carney, nesta terça-feira (20), após o presidente americano, Donald Trump, ter declarado que seu plano de assumir o controle do território autônomo dinamarquês era irreversível.
"O Canadá apoia firmemente a Groenlândia e a Dinamarca e defende integralmente seu direito único de determinar o futuro da Groenlândia", disse Carney no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.
O político liberal também reiterou que o sistema de governança global liderado pelos Estados Unidos não voltará a ser o que era antes de Trump. O Canadá foi um dos primeiros países a "atender ao alerta" de que uma mudança fundamental estava em curso, afirmou o primeiro-ministro.
Carney declarou que o Canadá se beneficiou de uma era de "hegemonia americana", mas que agora precisa mudar de rumo, visto que as grandes potências utilizam cada vez mais seu poder econômico como instrumento de pressão.
Em sua mensagem, ele instou países ricos como o seu, mas não as grandes potências, a trabalharem juntos em defesa de uma ordem internacional baseada em normas. "As potências medianas devem agir em conjunto, porque se não estivermos à mesa, estaremos no cardápio", disse Carney.
Carney falou pouco depois de Trump ter feito outra alusão à anexação do Canadá, em meio às tensões entre os Estados Unidos e a Europa sobre as ambições declaradas do presidente republicano de tomar a Groenlândia.
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Na noite de segunda-feira, o magnata publicou fotos geradas por inteligência artificial em sua rede social Truth Social, mostrando-o no Salão Oval com líderes europeus em frente a um mapa onde a bandeira americana cobre não apenas os Estados Unidos, mas também o Canadá, a Groenlândia e a Venezuela.