"Que vergonha, que asco", lia-se em alguns dos numerosos cartazes e bandeiras agitados pelos manifestantes, reunidos ante uma grande bandeira com uma fotografia de Garzón. "Esse é o único juiz que se atreveu a abrir processos sobre temas que eram politicamente incorretos", disse Manuel Melero, professor de 47 anos que esteve presente juntamente de suas duas filhas.
Baltasar Garzón foi condenado por ter ordenado gravações das conversações entre advogados e seus clientes suspeitos de corrupção que envolvia altos funcionários do conservador Partido Popular, agora no poder, em violação com os direitos da defesa. Ele está sendo também processado em outros dois casos, um deles por ter investigado o desaparecimento de mais de 100.000 pessoas durante a Guerra Civil (1936-1939) e o franquismo (1939-1975).
"Parece-me muito injusto que um juiz que pela primeira vez tentou fazer justiça, tentando devolver a milhares de familiares seus mortos, seja condenado", afirmou Alba Vidal, uma estudante de 19 anos presente na manifestação.