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Chefe da ONU para o Clima pede para negociadores na COP30 “não perderem tempo com obstruções”

Conferência climática da ONU entra agora no nível ministerial,

Simon Stiell fez apelo urgente para que os ministros acelerem as negociações na COP30
Simon Stiell fez apelo urgente para que os ministros acelerem as negociações na COP30 Foto : PABLO PORCIUNCULA / AFP

O secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, Simon Stiell, fez um apelo urgente nesta segunda-feira (17) para que os ministros acelerem as negociações na COP30 em Belém e evitem "obstruções". A conferência climática da ONU entra agora no nível ministerial, dando aos representantes dos 195 membros apenas cinco dias para chegar a um acordo.

"Há muito trabalho pela frente para os ministros e negociadores. Eu faço um apelo para que abordem rapidamente as questões mais difíceis", disse Stiell à assembleia, reforçando: "Não podemos, de forma alguma, perder tempo com atrasos táticos ou obstruções."

O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, também pediu a busca por consenso, citando a emergência climática: "O tempo das promessas já passou. Cada fração de grau adicional no aquecimento global representa vidas em risco".

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Três pontos bloqueiam as negociações

As negociações na COP30 estão bloqueadas por três questões principais que dividem os países:

  • Barreiras Comerciais (China e Aliados): China, Índia e outros países aliados defendem que a COP30 adote uma decisão contra as barreiras comerciais unilaterais.
  • Aumento de Compromissos (Ilhas e Europa): Os Estados insulares, apoiados por países da América Latina e europeus, pedem que a COP reaja às projeções climáticas negativas e exija que os países aumentem seus compromissos atuais (NDCs). No entanto, grandes economias como China e Arábia Saudita são contra qualquer decisão que implique que não estão fazendo o suficiente.
  • Financiamento Climático (Países do Sul): Muitos países do Sul Global, especialmente os africanos, insistem em lembrar aos países desenvolvidos a insuficiência do financiamento prometido para os países em desenvolvimento.