As autoridades catalãs anunciaram neste sábado (6) que serão cinco, no total, os laboratórios investigados por uma possível fuga do vírus da peste suína africana que afeta a Espanha e preocupa o maior produtor europeu dessa carne.
Foi solicitada uma "auditoria de todas as instalações, de todos os centros que, na zona de risco de 20 quilômetros, estão trabalhando com o vírus da peste suína africana", disse Salvador Illa, presidente regional da Catalunha, a única região espanhola afetada, em uma coletiva de imprensa. "São poucos centros, não mais do que cinco", acrescentou Illa, no dia seguinte ao anúncio da primeira investigação a um laboratório como possível origem do foco.
Apesar da investigação, o dirigente anunciou que os 80.000 suínos das 55 fazendas que estão na zona de risco de 20 km estão saudáveis e "podem ser disponibilizados para consumo humano seguindo os protocolos", e "poderão ser comercializados no mercado espanhol com total segurança". A liberação será feita "de forma progressiva", adiantou o dirigente catalão.
Até o momento, o vírus só foi detectado em 13 javalis mortos nas proximidades de Barcelona, sendo este o primeiro foco da doença identificado na Espanha desde 1994.
Origem do foco
A peste suína africana, inofensiva para os seres humanos, é uma doença viral hemorrágica com uma taxa de mortalidade próxima a 100% para suínos e javalis.
O Ministério da Agricultura espanhol anunciou na sexta-feira que estudaria a hipótese da fuga de um centro de pesquisa após receber o relatório do laboratório de referência da União Europeia.
O sequenciamento do genoma do vírus do foco atual revelou que o grupo genético identificado não correspondia ao que circula atualmente na dezena de países europeus afetados pela peste suína africana. Ele pertenceria à cepa 'Georgia 2007', frequentemente utilizada em infecções experimentais em laboratórios.