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Cinco laboratórios serão investigados por possível fuga do vírus da peste suína na Espanha

Vírus só foi detectado em 13 javalis mortos nas proximidades de Barcelona

Uma possível fuga do vírus da peste suína africana de um laboratório afeta a Espanha
Uma possível fuga do vírus da peste suína africana de um laboratório afeta a Espanha Foto : JORGE GUERRERO / AFP

As autoridades catalãs anunciaram neste sábado (6) que serão cinco, no total, os laboratórios investigados por uma possível fuga do vírus da peste suína africana que afeta a Espanha e preocupa o maior produtor europeu dessa carne.

Foi solicitada uma "auditoria de todas as instalações, de todos os centros que, na zona de risco de 20 quilômetros, estão trabalhando com o vírus da peste suína africana", disse Salvador Illa, presidente regional da Catalunha, a única região espanhola afetada, em uma coletiva de imprensa. "São poucos centros, não mais do que cinco", acrescentou Illa, no dia seguinte ao anúncio da primeira investigação a um laboratório como possível origem do foco.

Apesar da investigação, o dirigente anunciou que os 80.000 suínos das 55 fazendas que estão na zona de risco de 20 km estão saudáveis e "podem ser disponibilizados para consumo humano seguindo os protocolos", e "poderão ser comercializados no mercado espanhol com total segurança". A liberação será feita "de forma progressiva", adiantou o dirigente catalão.

Até o momento, o vírus só foi detectado em 13 javalis mortos nas proximidades de Barcelona, sendo este o primeiro foco da doença identificado na Espanha desde 1994.

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Origem do foco

A peste suína africana, inofensiva para os seres humanos, é uma doença viral hemorrágica com uma taxa de mortalidade próxima a 100% para suínos e javalis.

O Ministério da Agricultura espanhol anunciou na sexta-feira que estudaria a hipótese da fuga de um centro de pesquisa após receber o relatório do laboratório de referência da União Europeia.

O sequenciamento do genoma do vírus do foco atual revelou que o grupo genético identificado não correspondia ao que circula atualmente na dezena de países europeus afetados pela peste suína africana. Ele pertenceria à cepa 'Georgia 2007', frequentemente utilizada em infecções experimentais em laboratórios.