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Colômbia não descarta dar asilo a Maduro se ele deixar o poder, diz chanceler

Presidente colombiano, Gustavo Petro, pediu uma transição democrática em Caracas, em meio a tensões entre o líder da Venezuela e seu par americano, Donald Trump

Colômbia não reconheceu as eleições de 2024 na Venezuela, nas quais Maduro foi eleito pela terceira vez, mas mantém relações diplomáticas com Caracas
Colômbia não reconheceu as eleições de 2024 na Venezuela, nas quais Maduro foi eleito pela terceira vez, mas mantém relações diplomáticas com Caracas Foto : MARCELO GARCIA / Venezuelan Presidency / AFP / CP

A Colômbia não descarta dar asilo ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, se ele concordar em deixar o poder em meio a pressões dos Estados Unidos, assegurou a chanceler colombiana nesta quinta-feira (11).

O presidente colombiano, o esquerdista Gustavo Petro, pede uma transição democrática em Caracas, em meio a tensões entre Maduro e seu par americano, Donald Trump.

A chanceler colombiana, Rosa Villavicencio, manifestou que seu país poderia dar asilo ao presidente venezuelano caso chegue a um acordo com Washington. "Se essa saída implicar que ele deve viver em outro país ou pedir proteção, então a Colômbia não teria porque lhe dizer não", disse a diplomata em entrevista à rádio Caracol.

Na quarta-feira, Petro assegurou que é "hora de uma anistia geral e de um governo de transição" na Venezuela. Villavicencio insistiu em que essa "seria uma solução para a situação" que a região vive no âmbito da mobilização militar dos Estados Unidos no Caribe para combater o narcotráfico.

Maduro denuncia que essa estratégia tem como objetivo derrubá-lo. "Mas [essa] é uma decisão que os Estados Unidos e o governo Maduro devem tomar em uma negociação", insistiu a chanceler.

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Embora tenha lhe oferecido asilo, Villavicencio assegurou que o presidente venezuelano talvez preferisse escolher um lugar "mais distante e mais tranquilo" para morar se deixar Caracas.

A posição de Petro, aliado de Maduro e crítico de Trump, coincide com a entrega em Oslo do Nobel da Paz para a líder opositora venezuelana María Corina Machado. Em novembro, a chanceler Villavicencio disse à Bloomberg que Maduro estava "prestes a aceitar" uma "transição" após alcançar um acordo no qual foi estipulado que não iria "para a prisão". Depois, afirmou que suas palavras foram mal interpretadas.

A Colômbia não reconheceu as eleições de 2024 na Venezuela, nas quais Maduro foi eleito pela terceira vez, mas mantém relações diplomáticas com Caracas.