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Com o assassinato de Nasrallah, “acertamos nossas contas”, diz Netanyahu

Segundo o premiê, matar o líder do Hezbollah era essencial para atingir os objetivos de Israel

Hassan Nasrallah foi assassinado na véspera em um bombardeio israelense na periferia de Beirute
Hassan Nasrallah foi assassinado na véspera em um bombardeio israelense na periferia de Beirute Foto : MURTAJA LATEEF / AFP

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou neste sábado (28) que Israel havia acertado suas contas com o chefe da organização islamista libanesa Hezbollah, Hassan Nasrallah, assassinado na véspera em um bombardeio israelense na periferia de Beirute.

"Acertamos nossas contas com o responsável pelo assassinato de inúmeros israelenses e muitos cidadãos de outros países, incluindo centenas de americanos e dezenas de franceses", disse Netanyahu em sua primeira declaração após a morte de Nasrallah.

Enquanto o "terrorista" estivesse vivo, ele poderia ter "restaurado rapidamente as capacidades do Hezbollah que havíamos enfraquecido" em uma série de operações recentes, afirmou Netanyahu. "Então, dei a ordem, e Nasrallah não está mais entre nós", declarou.

A morte de Nasrallah, prosseguiu, representa "o que parece ser um ponto de virada histórico" na luta de Israel contra seus "inimigos". Segundo o premiê, confrontado com numerosas críticas por sua política desde o início da guerra em Gaza, há quase um ano, matar o líder do Hezbollah era essencial para atingir os objetivos de Israel.

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A seu ver, a eliminação do dirigente apoiado pelo Irã permitirá "avançar" na libertação dos reféns sequestrados em Israel e levados para a Faixa de Gaza por milicianos do Hamas em 7 de outubro de 2023, em uma incursão que desencadeou a guerra nesse território palestino.

"Estamos determinados a continuar atingindo nossos inimigos", declarou também Netanyahu ao retornar de Nova York, onde participou da Assembleia Geral da ONU.