O ataque dos Estados Unidos e de Israel lançado contra o Irã neste sábado (28) provocou fortes reações internacionais. As manifestações oscilam entre o apoio e a desaprovação, com grande preocupação diante do risco de uma escalada regional.
Brasil
O governo brasileiro condenou e expressou "grave preocupação" com os ataques lançados contra o Irã. O Ministério das Relações Exteriores declarou que o País apela a todas as partes para que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, evitando a escalada de hostilidades e assegurando a proteção de civis e da infraestrutura civil.
Irã
O Ministério das Relações Exteriores do Irã prometeu que seu país "responderá com firmeza" aos ataques americanos e israelenses.
Rússia
Rússia denunciou a ação como uma "aventura perigosa", que ameaça o Oriente Médio com uma "catástrofe". Segundo o Ministério das Relações Exteriores russo, a ação busca "destruir" o governo iraniano.
China
A China pediu um "cessar imediato das ações militares" e urgiu que se evitem futuras escaladas das tensões. O ministério das Relações Exteriores chinês encorajou a retomada do diálogo e das negociações para manter a paz e a estabilidade no Oriente Médio. "A soberania nacional, a segurança e a integridade territorial do Irã devem ser respeitadas", acrescentou a pasta.
ONU
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou que os ataques só provocam "morte, destruição e sofrimento humano". O chanceler de Omã, Badr Albusaidi, mediador entre Washington e Teerã, disse estar "consternado" com a mineração das negociações.
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Ele instou os Estados Unidos a não se deixarem arrastar ainda mais no conflito, afirmando: "Esta não é a sua guerra". O movimento islamista palestino Hamas declarou que a operação dos Estados Unidos e de Israel "constitui um ataque direto contra toda a região, assim como contra sua segurança, estabilidade e soberania".
Hamas
O Hamas condenou "com a máxima firmeza a agressão americana-sionista" ao Irã. O grupo afirma que a ação "constitui um ataque direto contra toda a região, assim como a sua segurança, estabilidade e soberania".
Líbano
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, declarou que o País não aceitará ser "arrastado" para o conflito, em meio a temores do envolvimento do Hezbollah pró-iraniano. "Reitero que não aceitaremos que ninguém arraste o país para aventuras que ameacem sua segurança e sua unidade", disse.
União Europeia
Em uma declaração conjunta, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, pediram "a máxima moderação" a todas as partes e a garantia da "segurança nuclear".
França
O presidente francês, Emmanuel Macron, advertiu que a escalada em torno do Irã é "perigosa para todos" e "deve cessar", pedindo uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.
Reino Unido
O governo britânico instou a evitar que a situação "degenere em um conflito regional mais amplo".
Espanha
O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, expressou seu repúdio à "ação militar unilateral de EUA e Israel", que representa uma escalada e contribui para uma ordem internacional mais incerta e hostil, mas também "às ações do regime iraniano".
Suécia e Noruega
A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Maria Malmer Stenergard, pediu "moderação" e um "retorno imediato às negociações diplomáticas" em uma região "já por si só tensa". O chanceler norueguês disse que o ataque apresentado por Israel como "preventivo" não se enquadra no direito internacional porque "um ataque preventivo pressupõe a existência de uma ameaça iminente".
Países Baixos e Austrália
Os Países Baixos conclamam todas as partes a agir com moderação e a evitar qualquer nova escalada, afirmando que a estabilidade na região é essencial. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, manifestou seu apoio à ação americana, reconhecendo que o programa nuclear iraniano constitui uma ameaça à paz e à segurança mundiais.
África
A União Africana (UA) fez um apelo à "moderação, a uma urgente desescalada e a um diálogo contínuo". "Qualquer nova escalada corre o risco de agravar a instabilidade mundial, com graves consequências para os mercados de energia, a segurança alimentar e a resiliência econômica, em particular na África", advertiu o presidente da Comissão da UA, Mahamud Ali Yusuf.