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Conselho de Segurança veta candidatos a chefe da ONU em nova votação preliminar

Todos os sete aspirantes ao cargo de secretário-geral receberam veto de pelo menos um membro do Conselho

Conselho de Segurança veta candidatos a chefe da ONU
Conselho de Segurança veta candidatos a chefe da ONU Foto : JC McIlwaine/ONU/CP

Os sete candidatos a suceder ao secretário-geral da ONU receberam nesta sexta-feira o veto de pelo menos um membro do Conselho de Segurança do órgão, o que abre caminho para novas candidaturas, informou uma fonte diplomática.

Nenhum dos sete candidatos conseguiu evitar votos negativos de Reino Unido, França, Estados Unidos, China e Rússia, potências com poder de veto no Conselho de Segurança. Quatro mulheres e três homens aspiram a suceder ao português António Guterres, 77, que concluirá em 31 de dezembro seu segundo mandato de cinco anos à frente da ONU.

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A votação desta sexta-feira foi a primeira dessas consultas informais e anônimas em que os cinco membros permanentes usaram cédulas coloridas para identificar seus vetos, enquanto os dez membros não permanentes do Conselho continuaram usando cédulas sem essa distinção.

A costa-riquenha Rebeca Grynspan, que figurou entre os favoritos nas cinco votações anteriores, obteve desta vez o maior número de votos de "apoio", mas também recebeu cinco votos contrários, dois deles de membros permanentes.

Washington se opõe a candidatos

Segundo a imprensa americana, Washington se opõe aos sete candidatos. O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, não comentou essa informação, mas declarou hoje: "Sempre dissemos que apenas precisamos da melhor pessoa."

Mesmo que um candidato obtenha os 9 votos necessários dos 15 membros do Conselho de Segurança, ele não pode ter sido vetado por nenhuma das cinco grandes potências. Uma vez cumpridos ambos os requisitos, seu nome é submetido à Assembleia Geral, que reúne todos os Estados-membros da ONU, para que seja confirmado.

O processo de seleção acontece em meio a um dos períodos mais difíceis da história da ONU, diante dos vários conflitos em curso, das dificuldades financeiras e das divisões dentro do Conselho de Segurança.