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Críticas da ONU e sanções da Espanha aumentam a pressão sobre Israel

Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, classificou a Faixa de Gaza como um "cemitério"

Volker Turk acusou Israel de usar uma "retórica genocida" em Gaza
Volker Turk acusou Israel de usar uma "retórica genocida" em Gaza Foto : FABRICE COFFRINI / AFP

Em um dia de crescente pressão internacional, o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, acusou Israel de usar uma "retórica genocida" em Gaza e pediu que a comunidade internacional impeça a tragédia. A declaração foi feita na abertura da 60ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra.

Turk classificou a Faixa de Gaza como um "cemitério" e condenou o "assassinato em massa de civis palestinos", o bloqueio à ajuda humanitária e a destruição em larga escala. Ele alertou que a comunidade internacional está "falhando em seu dever" de agir e exigiu que os países interrompam o envio de armas para Israel que possam violar as leis da guerra.

Espanha anuncia embargo de armas para "deter o genocídio em Gaza"

Na mesma linha de crítica, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou um conjunto de medidas para "deter o genocídio em Gaza". O governo espanhol, uma das vozes mais críticas na Europa em relação à atuação de Israel, implementará nove ações adicionais para pressionar o governo de Benjamin Netanyahu.

As medidas, que entram em vigor imediatamente, incluem:

Embargo de Armas: Aprovação de uma lei que consolida juridicamente o embargo de armas a Israel, que já era praticado desde outubro de 2023.

Proibição em Portos e Espaço Aéreo: Embarcações que transportem combustível para as Forças Armadas israelenses e aeronaves que levem material de defesa para Israel não terão permissão para atracar em portos ou entrar no espaço aéreo espanhol.

Restrições a Pessoas e Produtos: Proibição da entrada na Espanha de pessoas que participaram diretamente do "genocídio" e veto a produtos provenientes de assentamentos ilegais em Gaza e na Cisjordânia.

Além disso, a Espanha prometeu aumentar a ajuda à população palestina e à agência da ONU para refugiados (UNRWA). Sánchez espera que as medidas, embora não suficientes para parar a guerra, "sirvam para adicionar pressão" sobre o governo israelense.

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