Os protestos pela morte de um jovem negro em Baltimore, nos Estados Unidos, transformou-se em confrontos com a polícia e depredação após seu enterro, nesta segunda-feira. Uma farmácia foi saqueada e carros incendiados em meio à tensão entre manifestantes e o avanço dos policiais. Ao menos sete homens das forças de segurança ficaram feridos enquanto alguns dos participantes atiravam garrafas e pedras. O caso de Freddie Gray é o mais recente em uma série de mortes de negros americanos desarmados pela polícia.
O jovem de 25 anos morreu no dia 19 de abril devido a uma fratura nas vértebras cervicais, uma semana após sua prisão em Baltimore, cidade da costa leste dos Estados Unidos. Vídeos da detenção de Gray, gravados por transeuntes, mostram como a polícia agiu violentamente ao jogá-lo no chão. Nas imagens, o jovem gritava de dor antes de ser levado em uma viatura policial, que fez três paradas sem explicação no trajeto até a delegacia. Seis policiais envolvidos estão suspensos até que sejam entregues os resultados da investigação, no dia 1º de maio.
A cerimônia, que contou com cerca de 3 mil pessoas, durou cerca de duas horas e meia e teve um forte viés político. O pastor Jamal Bryant disse que Freddie Gray "fez o que é proibido aos homens negros: olhar nos olhos de um policial". "Estamos aqui por Freddie Gray, mas também porque há muitos Freddie Gray", complementou o advogado da família, Billy Murphy, sob aplausos.
Um monitor no interior do local onde o jovem era velado exibia a mensagem "a vida dos negros importa e todas as vidas importam." Broderick Johnson, chefe do órgão recentemente criado pelo presidente Barack Obama para apoiar os jovens negros (My Brother's Keeper Task Force) representou o governo no funeral.
Enterro de jovem negro é seguido de escalada de violência nos EUA
Farmácia foi saqueada e veículos incendiados durante confronto de manifestantes com a polícia