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Estátua de líder do sul é desmontada no Congresso dos EUA

Monumento será substituído por uma estátua de Barbara Johns, ativista afro-americana que lutou pelos direitos humanos

Visitantes passam pela estátua de Robert Lee no Congresso dos EUA, em 2017
Visitantes passam pela estátua de Robert Lee no Congresso dos EUA, em 2017 Foto : Mandel Ngan / AFP / CP

Uma estátua do general sulista Robert Lee, comandante-chefe do Exército dos Estados Confederados, foi desmontada na noite de domingo no Congresso dos Estados Unidos, em Washington.

"Ontem à noite, a Virgínia retirou sua estátua de Robert E. Lee do Capitólio dos Estados Unidos", anunciou o governador democrata do estado, Ralph Northam, chamando o evento de "um passo importante". "É hora de contarmos nossa história com símbolos de perseverança, diversidade e tolerância", em vez de "racismo e divisão", acrescentou em um comunicado.

Durante a Guerra Civil Americana (1861-1865), o sul confederado conquistou a independência do país e lutou para manter a escravidão, que havia sido abolida no restante do território. Naquela época, Virgínia era a capital do sul.

Desde 1909, a estátua de Robert Lee representava este estado no Capitólio, o coração do Poder Legislativo na América. Agora, bandeiras e monumentos confederados são vistos como símbolos racistas, embora, para seus apoiadores, representem um simples legado da história do país.

O novo movimento antirracista nos Estados Unidos, desencadeado pela morte do afro-americano George Floyd em maio passado, acelerou o desmantelamento de muitos monumentos dedicados à glória do Exército Confederado, seja por autoridades, seja por manifestantes.

A presidente da Câmara de Representantes, a líder democrata Nancy Pelosi, elogiou a iniciativa, considerando que ajuda a combater "símbolos de ódio no Capitólio e em todo país". A estátua de Lee deverá ser substituída pela de Barbara Johns, uma ativista afro-americana que lutou pelos direitos humanos.