Embora tenha manifestado interesse em uma nova negociação pelo fim da guerra no Oriente Médio, os Estados Unidos voltaram a ameaçar o Irã. Nesta quinta-feira, o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, concedeu entrevista coletiva e deu um aviso ao governo iraniano para que escolha sabiamente o caminho do diálogo, caso contrário os bloqueios de portos e econômico irá continuar.
"Por enquanto, pelo tempo que for necessário, nós iremos manter o bloqueio. Se o Irã decidir de forma errada, aí eles irão enfrentar o bloqueio e bombas caindo nas infraestruturas de energia”, disse em conferência divulgada pela rede de notícias norte-americana CNN.
Hegseth comentou que o Tesouro dos Estados Unidos irá maximizar a pressão econômica contra o Irã. "Eu rezo para que escolham um acordo que está ao seu alcance, pelo bem-estar da sua população, pelo bem-estar do mundo”, acrescentou o chefe do Pentágono.
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Presente na mesma coletiva, o almirante Brad Cooper, comandante responsável por supervisionar as tropas que estão no Oriente Médio, afirmou que o Exército está se rearmando durante o cessar-fogo. Cooper comentou que os soldados estão altamente motivados para um eventual conflito.
Impeachment
Neste momento, Hegseth é observado de perto por integrantes do partido Democrata. Parlamentares apresentaram seis artigos de impeachment contra ele, acusando-o de "crimes graves e contravenções", que incluem travar guerra contra o Irã sem a aprovação do Congresso.
O pedido é liderado pela democrata Yasamin Ansari e tem poucas chances de ser aprovado devido à maioria do governista Partido Republicano.
Trata-se do processo por meio do qual a Câmara dos Representantes (Câmara Baixa) do Congresso apresenta acusações contra um membro do governo por supostas irregularidades. Sua destituição, porém, só é possível se o Senado o condenar após um julgamento.