A Europa dispõe de "talvez umas seis semanas, mais ou menos, de combustível de aviação", afirmou nesta quinta-feira (16) o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol. Ele alerta que voos poderão ser cancelados "em breve" se os suprimentos de petróleo continuarem bloqueados pela guerra no Irã.
Em entrevista à Associated Press, Birol traçou um quadro preocupante das repercussões globais. Ele chamou a situação de "a maior crise energética que já enfrentamos", decorrente do bloqueio do fluxo de petróleo, gás e outros suprimentos vitais pelo Estreito de Ormuz.
"No passado, havia um grupo chamado "Dire Straits". Agora, o estreito está em "situação crítica" (dire strait), e isso terá grandes implicações para a economia global", afirmou o diretor. "Quanto mais tempo durar, pior será para o crescimento econômico e a inflação no mundo."
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O impacto será de "preços mais altos da gasolina, preços mais altos do gás, preços altos da eletricidade", disse Birol. Algumas partes do mundo serão "mais atingidas do que outras".
"A linha de frente são os países asiáticos" que dependem de energia do Oriente Médio, afirmou ele, citando Japão, Coreia, Índia, China, Paquistão e Bangladesh. "Depois, isso chegará à Europa e às Américas", acrescentou Birol, falando de seu escritório em Paris com vista para a Torre Eiffel.
Se o Estreito de Ormuz não for reaberto, disse ele, no caso da Europa, "em breve vamos ouvir notícias de que alguns voos da cidade A para a cidade B poderão ser cancelados por falta de combustível de aviação".
Fonte: Associated Press. *Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.