Mundo

EUA estão prontos para caso Irã viole cessar-fogo, diz chefe militar

Pete Hegseth e Dan Caine concederam coletiva horas depois de cessar-fogo

Pete Hegseth concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira
Pete Hegseth concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira Foto : Mangel Ngan / AFP

Algumas horas após o acordo do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, e o chefe do Estado Maior, Dan Caine, afirmaram nesta quarta-feira que o país está pronto caso os iranianos violem a trégua de duas semanas definida nessa terça.

"Sejamos claros: um cessar-fogo é uma pausa, e a força conjunta permanece em prontidão", declarou Caine em entrevista coletiva no Pentágono. "Estamos prontos para garantir que o Irã respeite os termos do acordo", acrescentou Hegseth.

Hegseth destacou que a ofensiva norte-americana destruiu "completamente" a capacidade do Irã de fabricar mísseis ou outros armamentos sofisticados. "Destruímos completamente a base industrial de defesa do Irã, um pilar central da nossa missão", disse. "Eles não conseguem mais fabricar mísseis", assegurou.

Ameaça econômica

Em sua primeira manifestação depois da trégua, Donald Trump foi às redes sociais para fazer uma nova ameaça, desta vez econômica. Ele ameaçou nesta quarta-feira (8) impor tarifas de 50% a todos os países que fornecem armas ao Irã.

"O país que fornecer armas militares ao Irã estará imediatamente sujeito a uma tarifa de 50% sobre todos os produtos que vender aos Estados Unidos, com efeito imediato. Não haverá exclusões ou isenções", disse Trump em sua plataforma Truth Social.

Ele também afirmou em outra publicação que seu governo está "negociando o alívio de tarifas e sanções com o Irã", horas depois de anunciar um cessar-fogo de duas semanas com Teerã, que concordou em reabrir temporariamente o Estreito de Ormuz.

Cessar-fogo

O acordo de cessar-fogo aceito por Irã e Estados Unidos também teve a aprovação de Israel. Dirigentes do Paquistão, que funcionaram como mediadores, afirmaram que o acerto inclui o Líbano, mas o governo israelense discorda desta versão.

"Com base nas conversas com o Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif e o Marechal de Campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais me solicitaram que suspendesse o envio de forças destrutivas ao Irã esta noite, e desde que a República Islâmica do Irã concordasse com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas", escreveu o presidente Donald Trump na rede Truth Social.

Ainda de acordo com Trump, a razão para a trégua é que os objetivos militares americanos na guerra foram cumpridos e os EUA estão perto de um acordo definitivo com o Irã.

"Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã e acreditamos que ela constitui uma base viável para a negociação. Quase todos os pontos de discórdia anteriores foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o Acordo seja finalizado e consolidado", acrescentou.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, garantiu uma passagem segura durante duas semanas para os navios através do Estreito de Ormuz, a via de saída de um quinto do petróleo mundial, que Teerã havia fechado em retaliação pela guerra iniciada em 28 de fevereiro.

"Se os ataques contra o Irã cessarem, nossas poderosas Forças Armadas cessarão suas operações defensivas", disse Araghchi.

Veja Também