Os Estados Unidos pediram formalmente, nesta sexta-feira (6), a abertura de negociações para uma nova arquitetura de controle de armas nucleares que inclua a China e a Rússia. O movimento ocorre um dia após a expiração do Novo START, o último tratado que limitava os arsenais das duas maiores potências atômicas.
Durante a Conferência sobre Desarmamento em Genebra, o subsecretário de Estado Thomas DiNanno afirmou que o arsenal chinês carece de transparência e limites, tornando imperativo um modelo que aborde ameaças contemporâneas.
Rússia impõe condições para novo diálogo
Moscou sinalizou que não descarta participar das tratativas, mas estabeleceu condicionantes. O embaixador russo Gennady Gatilov declarou que qualquer novo processo de desarmamento deve envolver a França e o Reino Unido, aliados militares dos EUA na Otan.
Para o Kremlin, como a aliança se define como nuclear, as capacidades de Paris e Londres não podem ser ignoradas em um futuro acordo de estabilidade estratégica.
O fim da era bilateral
O governo Donald Trump defende a criação de um tratado "modernizado" em vez da simples extensão do modelo anterior, que Washington considera falho e ultrapassado. Os EUA argumentam que as repetidas violações russas e o crescimento global de ogivas exigem a participação de mais países à mesa.
Com o fim das restrições vigentes há décadas, o cenário internacional entra em um período de vácuo jurídico enquanto as potências medem forças sobre quem deve, de fato, compor a nova mesa de negociações globais.