"Cada dia que passa, este caso se fortalece. Sabemos que o regime (de Bashar al-Assad) ordenou o ataque. Sabemos que se preparou para ele. Sabemos de onde vieram os mísseis e onde caíram", acrescentou. "Sabemos os danos que causou depois. Vimos imagens terríveis nas redes sociais, e temos outras provas. Sabemos ainda que o governo tentou encobri-lo", ressaltou.
O secretário explicou que as amostras eram "independentes" das recolhidas pelos inspetores da ONU na Síria.
Kerry recorreu à imprensa neste domingo para defender a sua posição a favor de um ataque contra a Síria. No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou sua determinação em atacar o país, mas não sem a autorização do Congresso, o que exclui qualquer intervenção imediata.
"Acredito que o Congresso aprovará" o ataque, considerou Kerry. "Nós sabemos de onde veio o ataque. Sabemos exatamente onde ele ocorreu. Sabemos exatamente o que aconteceu depois", garantiu. "Não acredito que meus ex-colegas no Senado e na Câmara de Representantes irão contra nossos interesses, contra a credibilidade de nosso país, as regras de proibição do uso de armas químicas", acrescentou.
Os parlamentares americanos devem discutir o assunto em sessões plenárias a partir de 9 de setembro, de acordo com Harry Reid, líder da maioria democrata na câmara alta. Este domingo, Bashar al-Assad afirmou, citado pela agência oficial Sana, que a Síria "é capaz de lidar com qualquer agressão exterior".