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Exército israelense anuncia bombardeios de grande escala no leste do Líbano

Chanceler do Egito alerta para risco de uma "guerra regional total"

Israel ataque o Líbano com vários bombardeios
Israel ataque o Líbano com vários bombardeios Foto : Rabih Daher / AFP / CP

O Exército israelense afirmou, nesta segunda-feira (23), que realizará bombardeios de "grande escala" no Vale do Beca, no leste do Líbano, e instou os moradores a se afastarem dos depósitos de armas do movimento islamista Hezbollah.

"Estamos preparando bombardeios específicos em grande escala no Vale do Beca", disse o porta-voz militar Daniel Hagari aos repórteres, acrescentando que os moradores deveriam "se afastar" das posições do Hezbollah "para sua segurança e proteção".

O Ministério da Saúde do Líbano informou que pelo menos 182 pessoas morreram hoje nos bombardeios no sul do Líbano. "Os ataques israelenses nas localidades e vilarejos do sul provocaram também mais de 700 feridos", incluindo crianças, mulheres e socorristas.

O chanceler do Egito alertou nesse domingo para o risco de uma "guerra regional total" à medida que os combates entre Israel e o Hezbollah se intensificam no Líbano, e ressaltou que essa escalada prejudica os esforços por um cessar-fogo na Faixa de Gaza.

Badr Abdelatty conversou com a AFP às vésperas da Assembleia Geral da ONU, no momento em que se torna mais intensa a troca de disparos na fronteira entre Israel e o Líbano, o que aumenta o temor de propagação do conflito.

“Existe uma grande preocupação com a possibilidade de uma escalada que leve a uma guerra regional total”, disse o chanceler, acrescentando que o aumento mais recente da violência “afeta negativamente” as negociações de cessar-fogo na Faixa de Gaza.

"Mas o Egito, juntamente com o Catar e os Estados Unidos, tem a total determinação e o compromisso de prosseguir" com os esforços para obter um acordo que ponha fim à guerra, que já dura quase um ano, afirmou.

Catar, Egito e Estados Unidos buscam há meses um acordo de cessar-fogo e a libertação dos reféns israelenses em poder do Hamas na Faixa de Gaza, o que, segundo os diplomatas, ajudaria a reduzir a tensão regional.

“Todos os componentes do acordo estão prontos”, disse Abdelatty. “O problema é a falta de vontade política do lado israelense.” Ele também responsabilizou o que chamou de "políticas provocativas" de Israel pela escalada dos combates com o Hezbollah, aliado do Hamas.

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Deter a escalada

“Estamos conversando com nossos parceiros regionais e internacionais, incluindo os Estados Unidos, sobre a importância de trabalhar para deter a escalada e pôr fim às políticas unilaterais e provocativas de Israel", disse o egípcio. Uma conflagração regional “não interessa a nenhuma das partes".

Abdelatty reuniu-se nesta semana em Washington com autoridades dos Estados Unidos, entre elas o assessor da Casa Branca Amos Hochstein, que lidera os esforços para garantir uma trégua entre o Líbano e Israel.

Na última quarta-feira, o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, prometeu dobrar os esforços para obter um cessar-fogo, durante conversas com o secretário de Estado americano, Antony Blinken.