O governo de Donald Trump apresentou uma ação preventiva diante de uma possível vitória democrata nas eleições para o Senado no Alasca, alegando risco de "confusão" devido à coincidência de nome entre o senador em exercício, o republicano Dan Sullivan, e outro candidato.
O Partido Republicano tentou, sem sucesso, desclassificar Dan J. Sullivan da disputa, argumentando que ele se candidatou para semear confusão com o senador em exercício apoiado pelo presidente Donald Trump, Dan S. Sullivan, que aparece atrás da candidata democrata Mary Peltola nas pesquisas para as eleições de 3 de novembro.
No entanto, em junho, a Suprema Corte do Alasca decidiu que Dan J. Sullivan poderia continuar sendo candidato. Uma particularidade do estado é que os eleitores podem classificar os candidatos por ordem de preferência em suas cédulas.
- Republicanos e democratas enfrentam muitas incógnitas nas eleições legislativas americanas
- Trump projeta “midterms” e diz que será tão difícil vencer no Senado quanto na Câmara
Ação apresentada
Em uma ação apresentada na quinta-feira, o Departamento de Justiça solicitou a um tribunal federal do Alasca que proibisse as autoridades do estado de "certificar qualquer resultado que pudesse ser afetado pela confusão dos eleitores".
Segundo o governo, o resultado ficaria comprometido se o atual senador Sullivan for derrotado e ficar claro que ele teria vencido sem os votos recebidos por seu homônimo e pelo sistema de votação preferencial em vigor no Alasca. A Constituição dos Estados Unidos encarrega o Congresso e os estados da organização das eleições, inclusive as federais.
Em 2024, Donald Trump ganhou no Alasca por 13 pontos percentuais, mas os altos níveis atuais de impopularidade dos republicanos dão à democrata Mary Peltola, ex-juíza tribal nativo-americana, uma séria possibilidade de conquistar a cadeira em disputa nas legislativas.