O Kremlin reiterou nesta quarta-feira que uma reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelensky, precisa ser "bem preparada" para ser eficaz. A declaração, feita pelo porta-voz Dmitri Peskov, sinaliza que Moscou não planeja o encontro no momento, apesar da pressão de Kiev e Washington.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia declarado em 18 de agosto que estava preparando a reunião com a aprovação de ambos os lados. No entanto, sua postura mudou nos dias seguintes, quando afirmou em Washington que Putin e Zelensky "não se gostam". O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, já havia acusado o líder ucraniano de bloquear o encontro.
Rússia vê com "desfavor" envio de tropas europeias
Além da questão da reunião de cúpula, o Kremlin também expressou seu "desfavor" em relação às negociações sobre o possível envio de tropas europeias à Ucrânia. Essa medida faz parte das garantias de segurança que Kiev tem solicitado aos seus aliados para evitar futuras ofensivas russas.
"Não existe um exército europeu, existem exércitos de países específicos, principalmente membros da Otan," afirmou Peskov. A declaração é significativa, pois a expansão da Otan é considerada pela Rússia uma das "causas profundas" do conflito na Ucrânia.
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Durante uma visita a Kiev, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, encorajou os aliados ocidentais a oferecerem "garantias de segurança sólidas" à Ucrânia, incluindo o reforço do exército ucraniano e um possível envolvimento mais direto de países europeus e dos Estados Unidos. Todas essas alternativas são categoricamente rejeitadas pela Rússia.