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Irã envia resposta à proposta dos EUA por meio do Paquistão, diz mídia estatal

Agência destaca que a resposta se concentra em "pôr fim à guerra e garantir a segurança marítima" no Golfo e no Estreito de Ormuz

Anúncio ocorreu depois que, ao longo do dia, vários drones atingiram diferentes áreas do Golfo
Anúncio ocorreu depois que, ao longo do dia, vários drones atingiram diferentes áreas do Golfo Foto : US NAVY / AFP / CP

O Irã enviou sua resposta à proposta dos Estados Unidos para pôr fim à guerra no Oriente Médio por meio do Paquistão, informou neste domingo (10) a agência estatal iraniana.

"A República Islâmica do Irã enviou hoje, por meio de um mediador paquistanês, sua resposta ao último texto proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra", informou a agência oficial de notícias Irna, sem dar mais detalhes.

A agência destacou que a resposta do Irã à proposta americana se concentra em "pôr fim à guerra e garantir a segurança marítima" no Golfo e no Estreito de Ormuz.

Esse anúncio ocorreu depois que, ao longo do dia, vários drones atingiram diferentes áreas do Golfo e um deles atingiu um cargueiro que se dirigia ao Catar; ataques que minam a trégua em vigor desde 8 de abril.

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Moderação do Irã chega ao fim

Além disso, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano advertiu os Estados Unidos contra qualquer ataque a embarcações nas águas do Golfo e afirmou que a moderação do Irã chegou ao fim.

"Nossa moderação terminou a partir de hoje. Qualquer ataque contra nossas embarcações desencadeará uma resposta iraniana forte e decisiva contra navios e bases americanas", escreveu Ebrahim Rezaei em uma publicação no X.

A guerra no Oriente Médio, desencadeada pelo ataque de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã em 28 de fevereiro, provocou represálias de Teerã em vários países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma rota comercial estratégica por onde passa um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás liquefeito.

A guerra causou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano, e desestabiliza a economia mundial devido à alta dos preços da energia.