O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterou nesta sexta-feira, 26, que seu Exército permanecerá no sul do Líbano até que o Hezbollah deponha as armas, logo após o anúncio de um acordo-quadro entre Israel, Líbano e Estados Unidos.
"A questão mais importante, acima de tudo, é que Israel permaneça na zona de segurança no sul do Líbano. Trata-se de uma conquista importante e a manteremos até que o Hezbollah seja desarmado", declarou Netanyahu em um vídeo divulgado à imprensa israelense.
O acordo é resultado de cinco rodadas de negociações em Washington para tentar pôr fim a décadas de hostilidades e a semanas de combates entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano. O acordo "começa a estabelecer um marco para uma paz e uma segurança duradouras", afirmou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, durante a cerimônia de assinatura.
Em sua declaração em vídeo, Netanyahu acrescentou que as Forças Armadas israelenses permitirão que o Exército libanês assuma o controle de "duas zonas-piloto": uma ao sul do rio Litani e outra ao norte desse rio, localizado a cerca de trinta quilômetros da fronteira com Israel. Netanyahu acrescentou que os moradores que tiveram de fugir das áreas onde o Exército israelense foi mobilizado no sul do Líbano não poderão retornar às suas casas.
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"Mantemos a zona de segurança original permanentemente fora do alcance do fogo de mísseis antitanque. Não permitimos que o Hezbollah entre, e tampouco permitimos a entrada da população civil", afirmou.
O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, ao disparar foguetes contra Israel para vingar a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos. Israel respondeu com devastadores ataques aéreos e uma invasão que, segundo o Líbano, provocaram a morte de mais de 4.200 pessoas.
Sob pressão dos Estados Unidos, o Líbano iniciou negociações diretas com Israel em abril, em Washington, e uma trégua foi anunciada em 17 de abril, mas acabou não conseguindo interromper os combates. Um novo cessar-fogo foi declarado neste mês. Teerã insiste que seu acordo com Washington para pôr fim à guerra no Oriente Médio inclua o Líbano