O Exército de Israel lançou ataques aéreos simultâneos contra Teerã e Beirute nesta terça-feira (3), visando infraestruturas militares do regime iraniano e do Hezbollah. Relatos da AFPTV confirmam grandes nuvens de fumaça sobre a capital libanesa, enquanto fortes detonações sacudiram o norte de Teerã e as cidades de Karaj e Isfahan. O comando militar israelense classificou a incursão como "ataques seletivos" contra organizações terroristas, intensificando a guerra regional iniciada no último sábado.
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No campo terrestre, o ministro da Defesa, Israel Katz, anunciou que o governo autorizou o Exército a tomar o controle de novas posições estratégicas no Líbano. A medida visa impedir ataques do Hezbollah contra localidades na fronteira norte de Israel. Embora o porta-voz internacional das Forças Armadas, tenente-coronel Nadav Shoshani, negue tratar-se de uma "operação terrestre" de larga escala, ele confirmou o posicionamento de soldados em novos pontos do sul do Líbano como uma "medida tática" de defesa civil.
A mobilização ocorre em um cenário de colapso do cessar-fogo de novembro de 2024, período em que Israel já mantinha militares em cinco posições estratégicas em solo libanês. O conflito atingiu um ponto de ruptura com a campanha conjunta de Estados Unidos e Israel no Irã, que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei. Desde então, Teerã tem respondido com bombardeios coordenados em todo o Golfo Pérsico e contra o território israelense, consolidando um estado de guerra total na região.