A decisão da Justiça brasileira constitui "um tapa nas instituições italianas e um ato indigno de uma nação civilizada e democrática", criticou Giorgia Meloni. O STF confirmou, nesta quarta-feira, decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no final de dezembro. O tribunal também decidiu pela libertação do ex-ativista italiano de extrema esquerda, detido no Brasil há quatro anos.
Battisti foi preso no Rio de Janeiro em 2007 e se encontra detido preventivamente em Brasília desde então. Ele foi condenado à prisão perpétua na Itália pelo assassinato de quatro pessoas na década de 1970, quando integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). Por este motivo, a Itália entrou com um processo de extradição em maio de 2007, que foi negado em definitivo nesta quarta, após ser apreciado três vezes pelo STF.
A maioria pela solutra foi formada com os votos de Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello. Os ministros Antonio Dias Toffoli e Celso de Mello não participaram do julgamento porque se declararam impedidos.