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Juiz vê retaliação política em intimações do governo Trump

Decisão federal classifica ações do presidente republicano contra autoridades do estado de Minnesota como inconstitucionais e uso ilegal do grande júri

Segundo decisão publicada nesta segunda-feira, intimações judiciais emitidas pelo governo Trump foram qualificadas como uma retaliação política
Segundo decisão publicada nesta segunda-feira, intimações judiciais emitidas pelo governo Trump foram qualificadas como uma retaliação política Foto : Win Mcnamee / Getty Images North America / AFP / CP

Um juiz federal dos Estados Unidos anulou as intimações judiciais emitidas pelo governo do presidente republicano Donald Trump contra autoridades democratas em Minnesota, qualificando-as como uma retaliação política, segundo decisão publicada nesta segunda-feira (22).

As intimações, que solicitavam registros estaduais, foram notificadas em janeiro ao governador de Minnesota, Tim Walz, e a outros funcionários, no contexto de uma ofensiva do governo federal contra a imigração nesse estado.

O juiz Patrick Schiltz, nomeado pelo ex-presidente republicano George W. Bush, afirmou que o Departamento de Justiça não conseguiu identificar nenhuma justificativa investigativa plausível para as intimações, que considerou inconstitucionais.

Elas tinham como objetivo "coagir autoridades de Minnesota a ajudar o governo federal a aplicar as leis de imigração civil, assediá-las e retaliar contra elas por não" ajudarem, disse o juiz.

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"Iniciar uma investigação criminal para assediar opositores políticos ou coagi-los a tomar medidas oficiais (...) é um uso flagrantemente ilegal e antiético do processo de grande júri", declarou Schiltz em sua decisão datada de 17 de junho e divulgada nesta segunda.

A ofensiva contra a imigração empreendida por Trump em Minnesota foi recebida com protestos e resistência por parte dos líderes democratas do estado.

Dois americanos morreram baleados por agentes federais durante protestos em Minneapolis contra as operações anti-imigração.

Walz, companheiro de chapa da rival democrata de Trump em 2024, Kamala Harris, celebrou a decisão do juiz e a descreveu como uma "vitória para o estado de direito e a democracia".