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Líbios se recusam a entregar filho de Kadhafi para julgamento

Ministro disse que essa é uma questão de soberania do país

Mohammed Allagui (E) informou o procurador do TPI, Luís Moreno-Ocampo (C), sobre a decisão
Mohammed Allagui (E) informou o procurador do TPI, Luís Moreno-Ocampo (C), sobre a decisão Foto : Joseph Eid / AFP
O Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia recusou, nesta terça-feira, entregar Saif al-Islam, filho do ex-presidente líbio Muammar Kadhafi, ao Tribunal Penal Internacional (TPI). O ministro da Justiça e Direitos Humanos da Líbia, Mohammed Allagui, informou o procurador do TPI, Luís Moreno-Ocampo, sobre a decisão, em uma reunião.

Moreno-Ocampo está em Trípoli, capital líbia, para encontros com as autoridades do país sobre os julgamentos de Islam e do ex-chefe dos Serviços Secretos da Líbia Abdallah Al Senoussi, cuja captura não foi confirmada. Islam foi detido no dia 19 na fronteira com o Níger.

“(O julgamento de Islam) é da competência da Justiça líbia. É uma questão que diz respeito à nossa soberania, ao nosso território e ao nosso povo”, disse o ministro líbio. Allagui acrescentou ainda que não foi concedida autorização a Moreno-Ocampo para se reunir com Islam.

Em decorrência de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Líbia está obrigada a cooperar com o TPI. Mas a medida não inclui os julgamentos. O assunto gera polêmicas porque organizações não governamentais temem a falta de isenção no julgamento de Islam e Senoussi – ambos são acusados de inúmeras violações de direitos humanos.


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