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México está fazendo sua parte com fentanil; EUA precisam fazer a deles com armas, diz Sheinbaum

Trump anunciou taxa de 30% sobre país mexicano

Claudia Sheinbaum e Donald Trump
Claudia Sheinbaum e Donald Trump Foto : Yuri Cortez, Andrew Caballero-Reynolds / AFP / CP

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, defendeu que o país está 'fazendo sua parte' no combate ao fluxo de fentanil, mas que os Estados Unidos também precisam fazer a parte deles para reduzir o tráfico de armas para o território mexicano.

A declaração foi dada em entrevista coletiva nesta segunda-feira, 14. O comentário acontece após o presidente americano, Donald Trump, justificar a alíquota de 30% contra importações mexicanas pelo fracasso do país vizinho em combater o fluxo de fentanil aos EUA.

Sheinbaum demonstrou cautela e disse que o México também tem um plano para tarifas, caso nenhum acordo tarifário com os EUA seja alcançado até 1º de agosto.

Trump anunciou nesse sábado que imporá tarifas de 30% ao México e à União Europeia, aludindo ao papel do México na introdução de drogas ilegais nos Estados Unidos e ao desequilíbrio comercial com a UE, respectivamente.

As novas tarifas são maiores do que a tarifa de 25% imposta por Trump ao México no início deste ano, embora os produtos que entram nos Estados Unidos sob o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (T-MEC) estejam isentos. O Canadá recebeu anteriormente uma carta semelhante estabelecendo tarifas de 35% sobre seus produtos.

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A taxa imposta à UE também é consideravelmente maior do que a tarifa de 20% anunciada por Trump para o bloco em abril. Juntamente com dezenas de outras economias, a União Europeia, composta por 27 países, planejava aumentar suas tarifas sobre os Estados Unidos de uma base de 10% na quarta-feira, mas Trump adiou o prazo de implementação de suas novas taxas até 1º de agosto.

Desde o início desta semana, Trump enviou cartas a mais de 20 países informando-os sobre as tarifas que agora aplicará a cada um deles.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, criticou as novas tarifas de 30%, mas afirmou que a UE ainda quer trabalhar em um acordo comercial com Washington.