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Macron afirma que estudantes franceses são instrumentalizados

Presidente francês considera que reivindicações são legítimas, mas usadas por forças políticas com fins eleitorais

Presidente ressaltou que "os jovens têm preocupações legítimas, mas estão sendo utilizadas com fins políticos
Presidente ressaltou que "os jovens têm preocupações legítimas, mas estão sendo utilizadas com fins políticos Foto : Ludovic Marin / AFP / CP

O presidente francês, Emmanuel Macron, considera que os estudantes que estão há três semanas em protesto têm reivindicações "legítimas", mas estão sendo "utilizados" por forças políticas, informou nesta quarta-feira (14) uma porta-voz do governo.

O mandatário de centro-direita pediu ao Executivo que apresente "respostas concretas" nas próximas semanas diante dos protestos dos estudantes de ensino médio, declarou a porta-voz Maud Bregeon aos jornalistas.

O Ministério do Interior informou que 161.500 pessoas participaram, na terça-feira (13), das manifestações realizadas em Paris e em outras cidades. Os sindicatos elevaram o número para 480.000.

Foram registrados alguns episódios de violência durante as manifestações em Paris e Lyon, onde a polícia respondeu com gás lacrimogêneo.

Nesta quarta-feira, Macron se reuniu com seu gabinete. No encontro, o presidente ressaltou que "os jovens têm preocupações legítimas, mas (...) estas estão sendo utilizadas com fins políticos e transformadas em violência urbana", explicou a porta-voz.

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As eleições presidenciais francesas, às quais Macron não pode voltar a se candidatar, estão previstas para abril e maio do próximo ano.

Jean-Luc Mélenchon, candidato presidencial do partido de esquerda radical "A França Insubmissa" (LFI), participou de uma das manifestações em Paris.

O "Reagrupamento Nacional" (RN), partido de extrema direita de Marine Le Pen, apontada como favorita nas pesquisas eleitorais, expressou apoio aos policiais mobilizados e responsabilizou os estudantes pelos episódios de violência.

O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, afirmou nesta quarta-feira que 248 estudantes ficaram feridos, na maioria dos casos, em episódios de "violência urbana".

Um total de 937 policiais e 149 membros do corpo docente também ficaram feridos, declarou Lecornu durante uma sessão de perguntas no Parlamento.

O Ministério da Justiça informou que cerca de 8.000 pessoas foram detidas desde o início dos protestos, no fim de setembro.