O presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, declararam-se inocentes nesta quinta-feira (15) das novas acusações de tortura apresentadas contra o casal, que está sob custódia dos Estados Unidos desde sua captura extraordinária em janeiro.
Eles compareceram a um tribunal de Nova York depois que promotores alegaram que ambos conspiraram para cometer atos, incluindo simulações de afogamento, estupros e espancamentos, contra vítimas sob custódia na Venezuela, entre as quais havia cidadãos americanos.
O casal já foi indiciado por tráfico de drogas e posse de armas de fogo. Maduro, que durante sua primeira audiência em Nova York se apresentou como "prisioneiro de guerra" dos Estados Unidos, classificou as novas acusações como "falsas".
- Nicolás Maduro retorna a tribunal de Nova York para audiência
- Maduro apela à imunidade e pede retirada de acusações nos EUA
Segundo a acusação formal, o casal utilizou a tortura para "intimidar, hostilizar e neutralizar seus opositores, inclusive por meio de sequestros". Durante seu mandato, de 2013 a 2026, organizações de defesa dos direitos humanos acusaram repetidamente Maduro de recorrer à repressão política para se manter no poder.
Desde a queda de Maduro, sua ex-vice-presidente, Delcy Rodríguez, governa a Venezuela como presidente interina sob intensa pressão do governo do presidente americano, Donald Trump.